Moção apresentada na Assembleia Magna de 15-10-2008
Sábado, 18 Outubro, 2008
Moção
Considerando que:
-Nos últimos anos, as campanhas eleitorais tem sido demasiadamente pautadas pelo culto da imagem e do aspecto material por oposição à valorização dos conteúdos;
-Existe uma clara disparidade ao nível dos recursos materiais à disposição das listas e falta de transparência ao nível do financiamento das mesmas;
Com o objectivo de:
-Fomentar uma maior discussão sobre os projectos das listas e assim contribuir para um maior envolvimento dos colegas no movimento associativo;
-Garantir acesso ao mesmo tipo de materiais, gerando equidade e incentivando criatividade na divulgação da mensagem das listas;
Os estudantes reunidos em Assembleia Magna em quinze de Outubro de dois mil e oito deliberam o seguinte ponto de aditamento ao Regulamento Eleitoral:
_A limitação da utilização de materiais de campanha aos disponíveis/produzidos por e a partir da Papelaria da AAC.
Proponentes:
Luís Rodrigues (FFUC)
Nelson Coelho (FDUC)
Pedro Silva (FMUC)
10 Propostas Actuais
Terça-feira, 29 Abril, 2008
No seguimento do plenário sobre os novos Estatutos da UC, e levando a sério o apelo do nosso representante Edgar Mendes, enviámos-lhe por e-mail o seguinte texto com tópicos propositadamente pouco desenvolvidos para que num futuro próximo possamos agendar uma reunião para os discutir e desenvolver conjuntamente.
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10 Propostas Actuais do Tríptico Æminíaco para a revisão dos Estatutos da UC
Actualmente fazemos parte de uma união política, económica, e monetária e a Universidade, mais do que um pólo de preservação da cultura e saberes nacionais, deve também ser uma tocha lançada com esperança para uma integração académica de proporções ainda obscuras;
Actualmente vivemos uma situação de dificuldades no sector público ainda que a qualidade seja um objectivo imprescindível – a regulamentação da participação de entidades privadas é imperativa para que o ensino seja de todos e para todos sem que o que seja público se divorcie do que seja privado;
Actualmente Coimbra precisa de novos ares para que as iniciativas dos jovens possam ter asas e trazer novas ideias a um corpo dirigente tendencialmente distante das problemáticas, sem que estas asas tenham de ser estatutariamente talhadas por uma forçosa institucionalização de esforços espontâneos;
Actualmente queremos uma sociedade participativa em que a abertura ao diálogo seja natural e não um esforço por uma cidadania bacoca;
Actualmente não queremos uma Europa em que a civilização seja constituída por elementos individualmente especializados e intelectualmente pobres no geral mas sim uma civilização europeia tradicionalmente culta e com uma ampla base de conhecimentos diversificados, pois só assim acreditamos que o Homem pode atingir a sua plenitude intelectual;
Actualmente um licenciado/mestre de uma Universidade Pública precisa de agir no mercado para ver as suas competências adquiridas tomarem uma dinâmica que lhes dê uma real utilidade; todavia, apenas num ambiente académico podem ser desenvolvidas certas aptidões pelo que o novo paradigma da “aprendizagem ao longo da vida” carece de uma abertura das Universidades a todo um leque de variadas possibilidades sob pena de se verem excluídas do reboliço descontrolado de uma pós-modernização aceleradíssima.
Assim sendo, propomos que os novos Estatutos da Universidade de Coimbra incluam as seguintes normas:
1. Que não se remeta para imprecisas “disposições especiais” uma matéria tão actual e premente como a do estatuto do trabalhador/investigador;
2. Que se prevejam linhas de interacção entre a investigação e o mercado sem que o segundo possa interferir na direcção do primeiro mas também para que não se negue a importância da aplicação prática do conhecimento na base de um sistema de aprendizagem em constante actualização;
3. Que se garanta a máxima flexibilidade a todos os que queiram investigar permitindo assim que a academia não seja um entrave à vida civil;
4. Que se definam metas concretas para a participação dos elementos externos para que estes possam ser simplesmente excluídos caso não as cumpram;
5. Que seja criado um corpo fiscalizador do desempenho das Repúblicas, Solares e afins para que não seja esbanjado aí dinheiro injustamente;
6. Que seja expressamente previsto que qualquer estudante poderá livremente frequentar e ser avaliado numa cadeira de outro curso mediante critérios de acesso próprios mas não excessivamente impeditivos;
7. Que as defesas de doutoramentos e de mestrados possam ser abertos ao público;
8. Que se reconheçam, para além da AAC, outras agremiações académicas e se lhes faculte a participação em projectos de discussão pública;
9. Que se garanta que cada estudante possa realizar um estágio, mesmo que não remunerado, na área específica do seu interesse académico e não numa outra a título meramente subsidiário;
10. Que os incentivos à mobilidade, quer a título disciplinar como a nível da acção social, sejam um compromisso da UC para a integração numa Europa unida.
Coimbra, 29 de Abril de 2008
Os Membros do Tríptico Æminíaco:
Luís C. B. Rodrigues
Nelson F. Coelho
Pedro L.P. Sousa e Silva